Como a circulação das coisas afeta nossa percepção de tempo? uma meditação pós-pandêmica.

Bruno Capilé

A circulação das coisas sempre foi tema dos assuntos da humanidade. As tropas de qualquer exército precisam saber circular com rapidez, eficiência e segurança. As informações necessitam chegar ao seu destinatário, se possível, sem modificações ou interrupções. O modo como queremos e como conseguimos a circulação das coisas está fortemente associado às expressões culturais de grupos sociais distintos em tempos diversos. Ela afeta profundamente a maneira como percebemos e nos relacionamos com o próprio tempo. No início do século XXI (em particular neste encontro da globalização, neoliberalismo e a pandemia do covid-19), estamos presenciando uma possível transformação na maneira como percebemos a circulação das coisas, sejam pessoas, produtos ou informações digitais. 

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Como a pandemia do coronavírus me fez refletir sobre o consumo de carne e a libertação animal

Bruno Capilé

Enquanto sigo as diretrizes sanitárias e confinamento para contribuir coletivamente para o controle da contenção da pandemia do coronavírus e sua doença (COVID-19), uma reflexão me veio à mente: como posso contribuir para evitar futuras pandemias respiratórias. Sim, é uma questão de tempo até ocorrer a próxima. Concluirei mais adiante que a diminuição ou o fim do consumo de carne animal poderá salvar muitas vidas humanas num futuro próximo. Ou seja, nossas vidas estão intimamente ligadas às vidas de outras espécies de maneiras que nem imaginamos.

Por ser uma relação direta da ação da espécie humana no planeta, vamos dar uma visão mais evolutiva e ecológica deste episódio pelo qual estamos passando. O vírus, assim como todos os seres vivos, também se incluem na lógica evolutiva da seleção natural. E assim explora as brechas em nossa sociedade moderna, e em nossos comportamentos.

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Poluição afeta baía onde Magalhães aportou no Rio de Janeiro

Contribuição de Lise Sedrez ao Diário de Notícias no dia 17 de setembro de 2019

As águas límpidas que Fernão de Magalhães encontrou quando aportou na Baía de Guanabara, em 13 de dezembro de 1519, aquando da sua viagem de circum-navegação ao serviço da coroa espanhola, deram lugar a águas atualmente poluídas, vítimas de más políticas praticadas ao longo dos últimos anos, explicou à agência Lusa Lise Sedrez, especialista em história ambiental.

“Esta é uma baía frágil neste momento. Anos de ocupação, mais concretamente no século XX, foram muito cruéis com a baía. Em termos de aterro, ela perdeu um terço do seu espelho de água. Ao longo do século XX ocorreram uma série de descargas de efluentes químicos, que tiveram impacto na sua biodiversidade”, afirmou Lise, cuja tese de doutoramento teve como objeto precisamente a própria Baía de Guanabara.

Para mais informações entre no site do Diário de Notícias- https://www.dn.pt/cultura/interior/poluicao-afeta-baia-onde-magalhaes-aportou-no-rio-de-janeiro–11308080.html