Historia Ambiental Latinoameríca y Caribeña

No ar a nova edição de Historia Ambiental Latinoamericana y Caribeña, HALAC, v. 9 n. 2 (2019)
https://halacsolcha.org/index.php/halac/issue/view/37

A edição apresenta 09 artigos e três resenhas, que compõe o dossiê Balances de Historia Ambiental en América Latina, coordenado pelos investigadores Wilson Picado (Universidad Nacional, Costa Rica), John Soluri (Carnegie Mellon University, Estados Unidos), Guillermo Herrera (Centro de Estudios Latinoamericanos, Panamá) e Gilmar Arruda (Universidade Estadual de Londrina, Brasil)

A equipe editorial aproveita para celebrar, mais uma vez, nossa indexação na SCOPUS.
E ainda, para desejar a todos um feliz 2020.
Que sejam novos e bons ares sobre nossa América Latina.

Encontro LabHeN – 28/11/2019

O Processo de Reflorestamento do Morro da Babilônia

Dia 28/11/19 às 14h o LabHeN terá a apresentação de Carlos Antônio Pereira, membro da Cooperativa de Trabalhadores em Reflorestamento e Prestação de Serviços da Babilônia Ltda, a COOPBABILÔNIA, para discutir o processo de reflorestamento no Morro da Babilônia.

O Morro da Babilônia, localizado no bairro do Leme, no Rio de Janeiro, é um exemplo de êxito em recuperação e manutenção de floresta urbana. Um processo que se inicia em 1995, com o projeto municipal Mutirão Reflorestamento, e posteriormente gerido pela COOPBABILÔNIA, uma demonstração de articulação e iniciativa comunitária que se fez para além do projeto iniciado pelo poder público.

O reflorestamento do Morro da Babilônia é parte de um estudo de cooperação internacional, que conta com a participação de integrantes do LabHeN, o Occupy Climate Change (OCC!). Este projeto é coordenado pelo Laboratório de Humanidades Ambientais do Real Instituto de Tecnologia em Estocolmo, Suécia, financiado pela agência FORMAS, se dedicando a investigar experiências relacionadas a mudanças climáticas.


Imagem: Vista aérea do Morro da Babilônia e Chapéu Mangueira. SMH,2014.

Encontro LabHeN – 21/11/2019

Memória, agricultura e natureza nos altiplanos bolivianos: a experiência da Escuela-Ayllu de Warisata (1931-1940

O Laboratório de História e Natureza continuará suas atividades no próximo dia 21/11, às 14h. Apresentação de Bruno Azambuja Araujo, doutorando PPGHIS UFRJ e participante do LabHeN.

A Escuela-Ayllu de Warisata se instalou na província de Omasuyus, departamento de La Paz, em meio ao altiplano boliviano em agosto de 1931. Com pretensão de servir de modelo para outras localidades da América Latina e em profícuo diálogo com as escolas rurais mexicanas de Lázaro Cárdenas no mesmo período, ainda hoje é considerada um marco da educação indígena neste continente. Encravada entre as montanhas nevadas andinas e o lago Titicaca, a escola tinha como proposta aliar os saberes indígenas ligados à uma reivindicada tradição Inca e pré-hispânica com os problemas enfrentados naquele momento pelas comunidades locais, principalmente no que tange ao acesso à terra. A escola se organizava em torno de saberes práticos que envolviam desde a construção com materiais da região até o desenvolvimento pedagógico de campos de experimentação agrícola. A relação do trabalho com o ambiente bio-físico, tido como hostil, aparece de forma marcante na fonte auto-biográfica de Elizardo Pérez, um dos fundadores do projeto. Para pensarmos essa relação e o princípio pedagógico que regia a escola, veremos como essa memória bio-cultural dos povos indígenas da região estava atrelada a uma ideia de produtividade. Essa produção, além de abastecer a escola, alcançou também os mercados regionais e serviu como argumento legitimador do papel e da importância da escola perante ao estado e a sociedade boliviana dos anos 1930.