A Transposição do Rio São Francisco e a História

Gabriel Pereira Oliveira (IFRN, PPGHIS/UFRJ)

“Quem controla o passado controla o futuro;

quem controla o presente controla o passado”

George Orwell, Mil Novecentos e Oitenta e Quatro

Escrita logo após a Segunda Guerra Mundial como parte da obra clássica Mil Novecentos e Oitenta e Quatro, a frase acima de George Orwell mostra-se cada vez mais inspiradora nos dias de hoje. Especialmente em tempos de crise, a busca de monopólio sobre as narrativas históricas torna-se estratégia decisiva para a afirmação de projetos de poder. O destaque sobre determinados eventos gloriosos ou traumáticos, sobre pretensos heróis ou vilões, tudo isso é fundamental aos arranjos sociais e políticos das mais diferentes sociedades. Aliás, não é estranho vermos o quanto alguns nomes e experiências, em geral ligadas a homens brancos e de alto prestígio, costumam ser enaltecidas por uma história oficial. Ao mesmo tempo, esse processo é acompanhado por tentativas de se deixar de fora da história uma imensidão de outras e outros protagonistas, humanos e não-humanos.

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Justiça Ambiental em Tempos de Pandemia

Mariana Alves (IH/UFRJ)

Patrick Benaion (IH/UFRJ)

A pandemia do COVID-19 e seus desafios vêm tornando as desigualdades socioambientais existentes no Brasil e no mundo ainda mais evidente, trazendo à tona a necessidade de realizar novas reflexões acerca da nossa realidade. Dessa maneira, a possibilidade de se refletir sobre a (In)Justiça Ambiental revela um potencial profícuo nos mais diversos sentidos – acadêmico, social, político – convidando-nos a indagar nosso panorama nacional sob uma outra perspectiva. Cabe, portanto, uma breve explicação sobre ao que o termo remete e demonstrar como este se relaciona a forma desigual com que a população brasileira enfrenta o vírus, revelando seu potencial de análise interpretativa do cenário atual.

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Minicurso de férias: Introdução à História Ambiental

Em julho de 2020 o Laboratório de História e Natureza oferecerá um minicurso de férias on line sobre História Ambiental. O curso é organizado por Natascha Otoya, Valéria Fernandes, Millena Farias e Bruno Capilé e ocorrerá às 14:30 das sextas feiras de julho (10 horas total). A ideia é debater textos clássicos da área em 4 encontros semanais. A partir disso, vamos discutir as origens e transformações da disciplina, a organização de suas principais linhas e os principais debates e temas do campo.

  • Encontro 1 – 10 de julho – origens
  • Encontro 2 – 17 de julho – bases teóricas e estado do campo
  • Encontro 3 – 24 de julho – historiografia ambiental latinoamericana
  • Encontro 4 – 31 de julho – historiografia ambiental brasileira

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Encontro LabHeN – 25/06/2020

Pré-defesa de doutorado de Gabriel Pereira Oliveira –O céu está muito alto e o imperador muito longe”: as matas de caatinga e a questão climática no Império brasileiro (1825-1884)”

Nesse encontro Gabriel Pereira apresentou sua defesa de doutorado intitulada “O céu está muito alto e o imperador muito longe”: as matas de caatinga e a questão climática no Império brasileiro (1825-1884). Gabriel defendeu no dia 20 de julho de 2020 e teve sua tese aprovada com louvor.

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Encontro LabHeN – 18/06/2020

Ecofeminismo: o que a pandemia nos diz sobre feminismo?

O feminismo enquanto militância por oportunidades e direitos entre homens e mulheres se une à luta pela preservação ambiental e de todos seres viventes na vertente Ecofeminista. Alexia Shellard e Marina Salgado apresentaram o desenvolvimento histórico do movimento e suas relações frente à pandemia do Covid-19.

Textos e mídias para a discussão:
1- “Temos que construir a utopia no dia a dia” – entrevista com Julieta Paredes.
2- Capitalismo, reprodução e quarentena – entrevista com Silvia Federici
3- Entrevista completa com Federici

Outra sugestões:
4 – Mundo pós-pandemia terá valores feministas no vocabulário comum – entrevista com Débora Diniz
5 – Cuidar: trabalho invisível, agora escancarado
6 – Tempos modernos? Trabalho das mulheres em pandemia
7 – “Trabalho de madrugada porque não dou conta de tudo em casa”, a nova normalidade massacra as mulheres