O Projeto Mutirão de Reflorestamento do Morro da Babilônia

Texto de Natasha Barbosa
Arte de Bruno Capilé

O Morro da Babilônia está localizado no bairro do Leme na cidade do Rio de Janeiro. Este morro, junto ao do Leme e do Urubu, se encontra ao sul da Urca, do lado ocidental da entrada da Baía de Guanabara. Desde o século XVIII, grande parte de seu perímetro compõe espaço militar protetivo, que contou com a construção de baterias e fortificações, para impedir invasões à cidade. O nome do morro, dizem alguns, faz referências aos Jardins Suspenso da Babilônia, umas das sete maravilhas do mundo antigo, hipótese verificável para quem sobe suas ladeiras pelo meio da mata e aprecia a beleza vista de seu cume.

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Forte do Leme, localizado na Ladeira do Leme, renomeada como rua Coelho Cinta. Continua a ser conexão ao bairro de Botafogo. Ilustração do Forte do Leme em 1818. Fonte: Reproduzido na Revista Brazil Illustrado Anno1, n.2, p. 21, 1918. Imagem atual do Google Street View.

O morro abriga duas favelas com períodos distintos de formação: o Morro da Babilônia e o Chapéu Mangueira. Podemos tomar o começo do século XX como marco da identificação do morro como favela, posto em descompasso a cidade moderna que se pretendia com a grande reforma urbana daquele momento. Caracterizações depreciativas quanto ao espaço, aos tipos de moradia e aos moradores, bem como a destruição da floresta que guarnecia o morro, foram elencados ao longo do tempo para reforçar para justificar uma série de medidas a “problemática das favelas” na cidade.

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Reunião LabHeN – 19/08/2021

O cronograma deste semestre será intercalado entre discussões de textos mais introdutórios voltados à História Ambiental e apresentações de pesquisa dos nossos integrantes. Para o segundo encontro, teremos a discussão de dois textos canônicos da área. Nosso objetivo é debater com os graduandos as bases teórico-metodológicas do campo, bem como refletir sobre as atualizações que ocorreram desde então. Os que apresentarão os textos serão Wallace e Val, e todes são muito bem-vindes para contribuir com nossos debates.

Reunião LabHeN – 12/08/2021

Neste primeiro encontro, apresentamos nossa proposta para o semestre e dialogamos sobre os projetos que vêm sendo desenvolvidos no laboratório. Um bom momento também para conhecermos os temas de interesse das graduandas que estão chegando e dos demais graduandos recém-chegados, ao mesmo tempo em que poderão conhecer as pesquisas de nossos integrantes. Sejam bemvindos!

Reunião LabHeN – 01/07/2021

Fechamento do semestre com debate sobre o nosso projeto de extensão “História Ambiental para Todos” severamente afetado pela pandemia do covid-19. Durante os últimos meses, dialogamos com professores e pesquisadores, que partilharam com a gente suas experiências e trabalhos. O nosso objetivo foi pensar várias faces da História Ambiental, tratando, em especial, dos processos de ensino e aprendizagem. Para fechar o semestre, compartilhamos com vocês a seguinte proposta para nosso último encontro de 2021.1, no dia 1º de julho às 14h: fazer um balanço das discussões do semestre e pensar formas de dar continuidade a essas reflexões a partir de uma retomada do projeto “História Ambiental para Todos”.

Reunião LabHeN – 24/06/2021

Debate sobre o projeto de pós-doutorado “Construindo um projeto: clima e gafanhotos” da nossa integrante Valéria Dorneles Fernandes. Influências climáticas e ambientais na formação de nuvens dos gafanhotos (S. Cancellata) na Argentina e na região da Chaquenha durante os anos 1897 e 1960

O projeto de pesquisa visa analisar quais foram os fatores climáticos e ambientais ocorridos no Gran Chaco que desenvolveram os processos migratórios do gafanhoto Schistocerca Cancellata (Burm. 1950) durante os anos de 1890 a 1960. O gafanhoto da América do Sul da espécie S. cancellata é nativa dessa região e sua principal característica é a capacidade de passar de uma fase solitária para uma fase gregária e migratória. Na fase migratória, o gafanhoto move-se da região do Chaco argentino, boliviano e paraguaio, e atravessa outras regiões, especialmente a região dos pampas da Argentina, Uruguai e Brasil. Os primeiros registros históricos desse grande movimento migratório datam de 1897 e diminuíram em meados da década de 1950, sendo observados, novamente, com grande expansão, em 2020. A mudança da fase de solitário para gregário é desenvolvida por fatores de mudanças climáticas que ocorreu em seu habitat de permanência na fase solitária (área de remissão), neste caso, na região do Chaco (HUNTER; COSENZO, 1990). Os maiores picos migratórios de S. cancellata foram nos anos 1897, 1907, 1933-34 e 1946, o que gerou diferentes desenvolvimentos políticos e científicos nos países da América do Sul (FERNANDES, 2020). A influência do clima na formação das nuvens de gafanhotos e seu processo migratório só foi identificada a partir de 1960. Anteriormente, não há identificação na literatura de quais foram os fatores ambientais e climáticos que influenciaram a formação das nuvens. As nuvens de gafanhoto têm origem no Chaco argentino, boliviano e paraguaio. No entanto, para entender este processo de pragas de gafanhotos na América do Sul, é importante que uma investigação original seja realizada na Argentina. Pois a Argentina, historicamente, é o país que mais sofreu com o impacto das infestações de gafanhotos e, consequentemente, também exerceu liderança política e científica na região para enfrentar esse problema. Assim, grande parte das fontes primárias desse período foram produzidas por órgãos oficiais do governo argentino e também por outras instituições argentinas, como jornais, sociedades científicas e produtores de grãos, etc.

Reunião LabHeN – 17/06/2021

Neste encontro contamos com a participação especial de Marco Armiero, professor do KTH Royal Institute of Technology (Estocolmo – Suécia).
O debate teve como tema principal a experiência de Armiero no Occupy Climate Change Project! (OCC!), em que ele é coordenador. O LabHeN está participando da coordenação latinoamericana produzindo e incentivando a criação de verbetes para o Mapa de Outros Mundos, e com o Gabriel Pereira de Oliveira, colaborador do LabHeN, e coordenador de projeto OCC sobre abelhas e mudanças climáticas no Alto Oeste do Rio Grande do Norte junto ao IFRN – Pau dos Ferros.

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