Reunião LabHeN – 24/06/2021

Debate sobre o projeto de pós-doutorado “Construindo um projeto: clima e gafanhotos” da nossa integrante Valéria Dorneles Fernandes. Influências climáticas e ambientais na formação de nuvens dos gafanhotos (S. Cancellata) na Argentina e na região da Chaquenha durante os anos 1897 e 1960

O projeto de pesquisa visa analisar quais foram os fatores climáticos e ambientais ocorridos no Gran Chaco que desenvolveram os processos migratórios do gafanhoto Schistocerca Cancellata (Burm. 1950) durante os anos de 1890 a 1960. O gafanhoto da América do Sul da espécie S. cancellata é nativa dessa região e sua principal característica é a capacidade de passar de uma fase solitária para uma fase gregária e migratória. Na fase migratória, o gafanhoto move-se da região do Chaco argentino, boliviano e paraguaio, e atravessa outras regiões, especialmente a região dos pampas da Argentina, Uruguai e Brasil. Os primeiros registros históricos desse grande movimento migratório datam de 1897 e diminuíram em meados da década de 1950, sendo observados, novamente, com grande expansão, em 2020. A mudança da fase de solitário para gregário é desenvolvida por fatores de mudanças climáticas que ocorreu em seu habitat de permanência na fase solitária (área de remissão), neste caso, na região do Chaco (HUNTER; COSENZO, 1990). Os maiores picos migratórios de S. cancellata foram nos anos 1897, 1907, 1933-34 e 1946, o que gerou diferentes desenvolvimentos políticos e científicos nos países da América do Sul (FERNANDES, 2020). A influência do clima na formação das nuvens de gafanhotos e seu processo migratório só foi identificada a partir de 1960. Anteriormente, não há identificação na literatura de quais foram os fatores ambientais e climáticos que influenciaram a formação das nuvens. As nuvens de gafanhoto têm origem no Chaco argentino, boliviano e paraguaio. No entanto, para entender este processo de pragas de gafanhotos na América do Sul, é importante que uma investigação original seja realizada na Argentina. Pois a Argentina, historicamente, é o país que mais sofreu com o impacto das infestações de gafanhotos e, consequentemente, também exerceu liderança política e científica na região para enfrentar esse problema. Assim, grande parte das fontes primárias desse período foram produzidas por órgãos oficiais do governo argentino e também por outras instituições argentinas, como jornais, sociedades científicas e produtores de grãos, etc.

Reunião LabHeN – 17/06/2021

Neste encontro contamos com a participação especial de Marco Armiero, professor do KTH Royal Institute of Technology (Estocolmo – Suécia).
O debate teve como tema principal a experiência de Armiero no Occupy Climate Change Project! (OCC!), em que ele é coordenador. O LabHeN está participando da coordenação latinoamericana produzindo e incentivando a criação de verbetes para o Mapa de Outros Mundos, e com o Gabriel Pereira de Oliveira, colaborador do LabHeN, e coordenador de projeto OCC sobre abelhas e mudanças climáticas no Alto Oeste do Rio Grande do Norte junto ao IFRN – Pau dos Ferros.

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Reunião LabHeN – 10/06/2021

Em nosso nono encontro, Profª. Alifa Metcalf nos contou como a história das águas do Rio de Janeiro exigiu foco tanto no meio ambiente quanto na infraestrutura urbana. Em suas pesquisas, vem reconstruindo como a cidade desenvolveu historicamente sua infraestrutura de água doce – na forma de aquedutos e fontes – e mais recentemente mapeando as lagoas, manguezais, pântanos e rios da Baía de Guanabara, tentando identificar como eles existiram no passado. Nesta apresentação comentou sobre sua pesquisa sobre o aqueduto da Carioca e seus chafarizes, bem como seu novo projeto de mapeamento ambiental da Baía de Guanabara utilizando sistemas de informação geográfica (GIS). Falou sobre o valor dos mapas como fontes históricas, como sua pesquisa está relacionada ao imagineRio, e como nossa nova plataforma (Narrativas do Rio) permitirá que professores e alunos publiquem suas próprias pesquisas utilizando os recursos do nosso mapa interativo.

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Reunião LabHeN – 20/05/2021

Neste oitavo encontro tivemos a presença da professora e pesquisadora Joana Gaspar de Freitas (Universidade de Lisboa). Seguindo a temática das discussões de nosso laboratório neste semestre a respeito do ensino de História Ambiental, a professora Joana Gaspar de Freitas compartilhou conosco sua trajetória e experiências a partir da seguinte reflexão:

Caminhando pela praia: conversa sobre a história ambiental costeira e o ofício do historiador

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Reunião LabHeN – 13/05/2021

No sétimo encontro de 2021, conversamos com o prof. José Luiz de Andrade Franco (UnB) sobre Uma trajetória na História Ambiental: caminhos e fronteiras.

O professor Franco se dedicou a investigar a relação da sociedade brasileira com a natureza do país e os movimentos de preservação e conservação do meio ambiente. Atualmente pesquisa a situação da onça-pintada (panthera onca) no Brasil. Seu trabalho também contribui para a elaboração de conceitos cunhados no estrangeiro, tal qual a ideia de wilderness, para pensar a realidade brasileira.

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